A facção parlamentar da primeira-ministra da Ucrânia, Iulia Timochenko, disse que houve uma fraude generalizada nas eleições de domingo, que o seu rival, Viktor Ianukovich, venceu.
“Nunca reconhecerei a legitimidade da vitória da Ianukovich num escrutínio semelhante”, tinha declarado Timochenko numa reunião ontem à noite, segundo o jornal ucraniano “Ukrainska Pravda” on-line.
O bloco da chefe de Governo adiantou hoje que iria levar a cabo uma acção parlamentar para defender o direito a eleições livres.
“As eleições mostraram uma violação cínica da lei ucraniana pelas equipas de Ianukovich, pressão sobre os eleitores e um alargado arsenal de falsificação pelo Partido das Regiões”, afirmou Serhi Sobolev, “número dois” do grupo parlamentar de Timochenko. “Consequentemente, anunciamos que vamos defender nos tribunais o nosso direito, e o direito dos nossos cidadãos, a eleições transparentes e honestas”, disse.
A OSCE (Organização para a Cooperação e Segurança na Europa), que enviou observadores às eleições, já declarou que a votação de domingo correu de forma regular.
Com mais de 99 por cento dos votos contados, o líder pró-russo Viktor Ianukovich, que estava no poder antes da Revolução Laranja de 2004, obteve 48,83 por cento dos votos. Timochenko conseguiu 45,59 por cento.
Apesar das denúncias de fraude, o bloco de Timochenko não anunciou protestos nas ruas para contestar o resultado das presidenciais.
Notícia actualizada às 13h15


